Por inerência ou mera simplicidade, sabemos distinguir o eu, o mim e o outro.
Esquecemos que o outro também tem um "eu" e um "mim" como nós. É fácil pensar como somos especiais, como as nossas duas partes agem e pensam e sugerem... e mais fácil ainda eliminar a particularidade da existência de duas partes em cada um dos outros.
Assim, ao sugerir que a interacção entre duas pessoas pressupõe a aceitação de quatro pontos de vista diferentes... uhmm... sim, porque o eu e o mim de cada um nem sempre, ou raramente, estão de acordo. Gostamos de chamar-lhes a razão e o coração.
No fundo, nada mais me parecem do que duas coisas absolutamente distintas, que partilham apenas o mesmo corpo e confundem uma consciência só.